Explorando o uso da inteligência artificial na advocacia

Neste artigo abordaremos os impactos que a inteligência artificial tem na prática jurídica, tanto com seus benefícios quanto os desafios e implicações que podemos encontrar ao implementar esse modelo de ferramenta.

Introdução

A inteligência artificial tem se tornado cada vez mais presente e essencial em nossas vidas, no segmento jurídico isso não poderia ser diferente. A IA tem o poder de revolucionar a maneira com que os profissionais do direito realizam seu trabalho, promovendo mais eficiência, precisão e inovação nas tarefas do cotidiano.

Neste artigo abordaremos os impactos que a inteligência artificial tem na prática jurídica, tanto com seus benefícios quanto os desafios e implicações que podemos encontrar ao implementar esse modelo de ferramenta.

A IA como ferramenta de aprimoramento, não de substituição

Com toda certeza você já deve ter escutado em algum lugar que a IA ou a tecnologia em um geral vai ‘’acabar’’ com as profissões do mercado jurídico, mas até que ponto isso se torna uma realidade? A tecnologia chega como uma ferramenta facilitadora, automatizando tarefas repetitivas, manuais; dessa maneira sobrando mais tempo para que os profissionais foquem em atividades mais estratégicas, complexas e até mesmo tomadas de decisões. A questão é: a tecnologia vai ganhar cada vez mais espaço. Temos que aproveitar essa oportunidade para nos capacitar cada vez mais, nos atualizar, sair do comodismo e usá-la ao nosso favor. A IA não substituirá, mas sim aprimorará o trabalho dos profissionais do direito.

IA na prática jurídica

Dentre o mar de possibilidades das aplicações da IA na prática jurídica, é notável que existe um certo padrão em seu uso para determinadas atividades como:

  1. Análise de contratos: revisa/ analisa grandes volumes de documentos complexos de forma eficiente, destacando cláusulas importantes e identificando riscos.
  2. Pesquisa jurídica: a IA fornece respostas rapidamente e também é eficaz na realização de pesquisas jurisprudenciais
  3. Gestão e otimização de tarefas: A IA pode automatizar tarefas rotineiras e repetitivas, permitindo que advogados concentrem-se em atividades mais estratégicas. Além disso, os advogados podem acompanhar prazos, atualizações de casos e comunicações com clientes de maneira organizada, reduzindo erros e aumentando a produtividade e precisão das informações. Essa eficiência resulta na economia de horas de trabalho manual.
  4. Análise preditiva: a inteligência artificial tem o poder de analisar grandes volumes de dados em segundos, ainda fornecendo insights para que os profissionais possam embasar suas decisões.
  5. Chatbots: Os chatbots jurídicos desempenham um papel fundamental ao proporcionar respostas rápidas e ampliar o acesso à justiça, especialmente para aquelas pessoas que enfrentam dificuldades financeiras e não conseguem arcar com os custos de um advogado.

Desafios

Assim como tudo tem seu lado positivo, também encontramos alguns desafios e implicações associados ao uso da inteligência artificial na advocacia. Esses desafios aparecem principalmente quando falamos em ética profissional e privacidade de dados, são assuntos que devem ser tratados com mais atenção.

Quando falamos de proteção e privacidade de dados sabemos que na maior parte das vezes o jurídico é o setor responsável pelo sigilo e integridade das informações. Com o crescente uso da IA e o processamento de grandes volumes de dados, o cuidado precisa ser redobrado, pois a IA ou as ferramentas tecnológicas no geral acabam sendo vulneráveis a possíveis violações de segurança, mas para que isso não ocorra é preciso que os profissionais utilizem tecnologias de criptografia avançadas, além de manter políticas de segurança rigorosas. É importante ressaltar que as medidas de segurança devem ser atualizadas regularmente para enfrentar possíveis ataques cibernéticos.

Outros tópicos que também podemos considerar são:

  1. Dados não estruturados, o que dificulta na utilização eficiente das ferramentas;
  2. Regulamentação adequada para garantir que a inteligência artificial será aplicada de maneira ética e eficiente;
  3. Atribuição de responsabilidade pelas decisões tomadas a partir de ferramentas de IA;
  4. E talvez o maior desafio atualmente seja a adaptação e desenvolvimento de novas habilidades, precisamos nos adaptar à nova realidade do mercado

Conclusão

Resumindo, a inteligência artificial não deve e nem vai substituir o julgamento e empatia humana, mas sim atuará como uma ferramenta complementar e facilitadora. No contexto jurídico, a IA tem o potencial de transformar a prática, permitindo que advogados sejam mais eficientes, precisos e estratégicos em seus casos. Através da análise de dados jurídicos, previsão de resultados processuais e automação de tarefas, a IA está revolucionando o mundo jurídico.

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Por: Gabriela Lopes 

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